É possível mudar de rumo?

A minha formação na área da Gestão, veio dotar-me das ferramentas capazes de realizar uma análise ao rumo do meu país – Portugal – desde o meu nascimento, no ano de 1997 até hoje, ou mais precisamente do ano de 2001 até ao memorável ano de 2020. No entanto, para comentar, é preciso ter informação, analisar e tirar conclusões. Então vamos a isso!

Vou basear a minha análise em três indicadores fundamentais para, pelo menos parcialmente, entender a situação económica do nosso país, sendo eles:

TUDO QUE POUPAS, PAGA IMPOSTO A DOBRAR

O sr. José da Silva é solteiro e não tem filhos. É trabalhador numa empresa, cujo salário mensal em 2021 representou uma despesa de 2 756,25 euros, embora o sr. José da Silva apenas tenha recebido 1 312,50 euros por mês (14 meses por ano, claro).

Ou seja, o sr. José da Silva recebe mensalmente menos de metade do valor que o seu patrão paga pelo seu trabalho. E, convenhamos, levar para casa 1300 euros por mês, não é próprio de uma pessoa rica.

Les Misérables

As últimas estatísticas (último trimestre de 2021) revelam que em Braga, havia:

  • 457 pessoas à espera de uma cirurgia de Urologia, algumas das quais devem esperar mais cinco meses para serem atendidas;
  • 2610 pessoas à espera de uma cirurgia de Oftalmologia, que vai demorar dois meses para algumas delas;
  • 3760 pessoas à espera de uma cirurgia de Ortopedia, cuja espera pode prolongar-se até quatro meses.

A lista continua e pode ser consultada.

A ÚLTIMA VAGA

No dia 1 de Janeiro, eram já por demais visíveis as consequências da nova vaga da pandemia provocada pelo SARS-CoV-2 em Portugal. A quantidade de infectados estava a crescer, previa-se que viesse a superar os valores da vaga verificada um ano antes, mas os casos de internamento em cuidados intensivos e óbitos estavam muito abaixo do habitual[1]. O alívio nas restrições verificado uns dias depois, não veio a reflectir-se num agravamento da situação, tendo a pandemia continuado o rumo conforme expectável: atingiu o pico em finais de Janeiro (dia 29, mais precisamente) e as consequências desse pico já se fizeram sentir, tendo já sido atingido o máximo de óbitos e de total de internados.

Afinal, quem tem “Superioridade Moral”?

– Vocês são mais defensores dos mais vulneráveis do que os outros?

– Sim!

A questão foi colocada por Adolfo Mesquita Nunes. A resposta foi dada por Mariana Mortágua. E prosseguem, pela mesma ordem:

– As tuas convicções podem ser melhores, no sentido em que tu as defendes (…).

– A história comprova-o!

No dia 31 de janeiro, a deputada Mariana Mortágua respondeu a Adolfo Mesquita Nunes, revelando que ela e o Bloco de Esquerda têm superioridade moral, na defesa dos mais desfavorecidos.

© 2026 Iniciativa Liberal Braga