O estado programador

Criar programas ad-hoc não é resolver problemas, é apenas confundir boas intenções com resultados. Como são inerentemente temporários, o esforço de criação não chega a ser valorizado.

COMO É LINDO O MEU UMBIGO

Às liberdades municipais, à iniciativa local das comunas, aos forais, que davam a cada população uma fisionomia e vida próprias, sucede a centralização uniforme e estabilizadora. O povo emudece; negam-lhe a palavra fechando-lhe as Cortes; não o consultam, nem se conta já com ele. Com quem se conta é com a aristocracia palaciana que cada vez se separa mais do povo pelos interesses e pelos sentimentos, e que, de classe, tende a transformar-se em casta.

DIGA UM!

Das Kapital[1] , escrito no final do séc. XIX, veio trazer uma lufada de ar fresco a um sistema de organização da sociedade e da economia que começava a dar mostras de asfixiar o proletariado[2]. Os proletários estavam a ser explorados pelos capitalistas, que pagavam pela sua força de trabalho, valores no limiar da subsistência, impedindo-os de melhorar a sua vida – impedindo-os de apanhar o elevador social e perpetuando o ciclo de pobreza para os seus descendentes. 

E AGORA?

 Há umas horas compraste um bilhete para ver um filme que vai estrear às 19h00. Mas, entretanto, recebes uma mensagem de um grupo de amigos a convidar-te para um sunset na praia. Com esta nova hipótese na mesa, senteste-te frustrado porque preferes esta nova opção. No entanto, já gastaste 8 euros no bilhete e não podes devolvê-lo. Se não fores ver o filme, vais mesmo perder o dinheiro. Que vais fazer?

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