De Sobreposta à Contracosta – Que PDM para Braga? (Parte 1)

Quando no século XIX Roberto Ivens atravessou o continente Africano mapeando o território de Angola a Moçambique, que se queria unir num continuum geográfico Português, fê-lo com recurso aos mais rudimentares instrumentos cartográficos e a enormes esforços pessoais, com consequências físicas e meses de grandes sacrifícios e empenho determinado. Para uma boa governação era, e é, imprescindível um profundo conhecimento do território e apenas com detalhe e minúcia seremos capazes de determinar políticas que mantenham o equilíbrio do tecido sócio-territorial.

“Habituem-se” a 2023

Num período em que se torna especialmente difícil projetar muitos dos elementos que serão preponderantes para a nossa qualidade de vida em 2023, o primeiro-ministro António Costa decidiu “usar” os jovens, na sua mensagem de Ano Novo, para se alhear uma vez mais da instabilidade sem fim motivada pelas sucessivas demissões dos seus ministros, num discurso opaco e inserido dentro das incontáveis medidas embutidas no II Plano Nacional para a Juventude.

O DÍZIMO

Há um ano, no segundo dia de Janeiro de 2022, a D. Célia foi às compras e levou o
carrinho cheio com produtos de alimentação e bebidas, mas também artigos de higiene e limpeza.
Gastou 100 euros. Exactamente um ano depois, o mesmo carrinho e as mesmas compras, mas a
despesa é de 110 euros (1). Estes valores são divulgados mensalmente pelo Eurostat e permitem-
nos perceber de que forma o nosso poder de compra sai afectado pela inflação. Se os
rendimentos da D. Célia não se tiverem alterado no espaço de um ano, ela terá perdido quase
10% de poder de compra – a inflação de 2022 obrigou a D. Célia a pagar o dízimo mesmo contra
a sua vontade.

Um Conto de Natal

António Scrooge detestava o crescimento do país. Vivia para acumular cada
vez mais impostos e para manter aqueles que estavam na sua dependência
directa.
A transparência exigida pelos liberais só servia para mostrar os negócios que
pretendia esconder. De S. Bento, observava com desprezo os empreendedores
que pretendiam levar os seus negócios por diante. E a classe média… como
ele a abominava! Não conseguia aceitar a mobilidade social e, por isso, nada
fazia para colocar o elevador a trabalhar.

Poder Local Democrático: 46 anos depois

Logo após o 25 de Abril de 1974, foram criadas comissões administrativas nos Municípios e Freguesias que tiveram uma ampla participação popular. Depois de estas terem efectuado um intenso e produtivo trabalho, realizaram-se, em Portugal, a 12 de Dezembro de 1976, as primeiras eleições democráticas para as autarquias locais. Assim, foram a eleições 304 municípios e 4034 freguesias então existentes. Este evento ocorreu há precisamente 46 anos.

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