De Sobreposta à Contracosta – Que PDM para Braga? Parte 3

Não tenhamos grandes ilusões sobre a disruptividade que a revisão de um documento como o PDM possa estabelecer para a próxima década. Não esperemos grandes ações renovadoras no que ao espaço urbano concerne, até pelos elevados índices de endividamento que o Município de Braga apresenta, sendo isso uma autêntica camisa de sete varas. As largas avenidas romanas, com confluências em parques, fóruns ou termas, ficaram enterradas no nosso subsolo ou destruídas para sempre.

Ensino: O que irá sobrar?

Como filho de uma professora, tive a oportunidade de assistir in loco ao desmoronar gradual de uma paixão por ensinar, sendo a mesma desfragmentada gradualmente em relatórios de avaliação, regimes de recrutamento, critérios de recolocação e em outros pontos igualmente (des)interessantes que resumem hoje as carreiras dos professores numa espécie de tabela periódica sem qualquer propriedade digna de registo, provocando no setor uma morte tão lenta como esperada.

Que PDM para Braga? (Parte 2)

Trinta anos se passaram após a implementação dos Planos Directores Municipais de primeira geração. Desde esse conturbado período social, muito mudou na formação e competência técnica de todos os envolvidos. De Norte a Sul do País várias revisões dos PDM trouxeram intensos debates: o que deveria ser protegido ao nível local, que estratégias a serem seguidas para o património, quais as reais necessidades das populações, que sacríficos ambientais ou sociais seriam necessários assumir para que o crescimento sustentado e o desenvolvimento (rural, urbano ou periurbano) permitissem a implementação do plano, que consequências da falta de transparência e corrupção daí adviriam. 

De Sobreposta à Contracosta – Que PDM para Braga? (Parte 1)

Quando no século XIX Roberto Ivens atravessou o continente Africano mapeando o território de Angola a Moçambique, que se queria unir num continuum geográfico Português, fê-lo com recurso aos mais rudimentares instrumentos cartográficos e a enormes esforços pessoais, com consequências físicas e meses de grandes sacrifícios e empenho determinado. Para uma boa governação era, e é, imprescindível um profundo conhecimento do território e apenas com detalhe e minúcia seremos capazes de determinar políticas que mantenham o equilíbrio do tecido sócio-territorial.

“Habituem-se” a 2023

Num período em que se torna especialmente difícil projetar muitos dos elementos que serão preponderantes para a nossa qualidade de vida em 2023, o primeiro-ministro António Costa decidiu “usar” os jovens, na sua mensagem de Ano Novo, para se alhear uma vez mais da instabilidade sem fim motivada pelas sucessivas demissões dos seus ministros, num discurso opaco e inserido dentro das incontáveis medidas embutidas no II Plano Nacional para a Juventude.

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