Os resultados do exame nacional de Português chegaram e, com eles, a confirmação de um diagnóstico que muitos professores já conhecem de cor: falha-se no básico, e falha-se cedo. Este ano, a obrigatoriedade do exame foi para muitos alunos uma barreira intransponível, adiando sonhos e fechando portas. E, sejamos honestos, não se trata apenas de azar. Trata-se de anos, muitos anos, de um percurso escolar onde se permitiu que a falta de rigor e de brio se instalasse, silenciosa, mas corrosiva. Durante três anos de secundário, espera-se que o aluno se prepare para este momento decisivo. Mas a verdade é que, para muitos, esses “três anos de dedicação” nunca existiram. A equação é simples: onde o empenho é nulo, o resultado é previsível.


