Aproximamo-nos de um ato eleitoral de particularidades únicas relativamente às restantes eleições. Vamos eleger os órgãos autárquicos, aqueles que são mais próximos da população, constituindo um momento privilegiado de expressão democrática. Para além do exercício do direito de voto, as eleições autárquicas revelam dinâmicas próprias.
Sugiro, por isso, uma breve reflexão sobre o tema. Na política local, o território, os rostos e as relações interpessoais desempenham um papel determinante. O voto é menos ideológico e mais relacional; menos partidário e mais personalizado.
Entendo que um perfil de um candidato a Presidente de Junta de freguesia deve ter:
Um comportamento verdadeiramente ético, ou seja, pessoas que se mostram intransigentes do ponto de vista ético, que não contornam a lei ou os princípios quando procuram resolver os problemas;
Um estilo de liderança colaborativa, em que as decisões devem ter por base consultas alargadas com a população.
Ou seja, nestas eleições os eleitores devem privilegiar nas suas escolhas pessoas confiáveis, e que liderem com respeito pelas pessoas e instituições.
Como Realense, atento ao que se passa na nossa freguesia, confio que a população reconheça as claras e evidentes diferenças entre os vários candidatos, em termos de comportamento ético e estilo de liderança.
Têm perante vocês as opções que repito:
- Um candidato que se usou de uma Associação para promoção própria, assegurando não ter interesses futuros e independência política, apresentando-se agora como candidato pelo PS.
- Um candidato que teve já oportunidade de marcar a diferença, pois já foi eleito secretário da Junta de Freguesia, acabando ao fim de um ano e sem nunca ter tido participação ativa, que não fosse no final do mês ir reclamar a sua compensação financeira, acabando por renunciar ao mandato (CDU).
- Um candidato que nos últimos anos foi um claro adepto, seguidor, simpatizante, defensor do atual executivo, acreditando agora que “é possível fazer diferente e melhor, devolvendo dinamismo e qualidade” invertendo um cenário do qual sempre foi protetor, não fosse até pelos laços familiares de quem teve responsabilidades políticas nos últimos anos. Não menos relevante, um candidato que no seio do PSD era tido como impensável e passou a solução de recurso uma vez que mais nenhuma se perfilou (Juntos Por Braga).
- Um candidato do Chega, que só lhe conhecemos a face por notícias na imprensa em nada abonatórias à ética necessária, não só na vida política como na vida em si. Tendo sido condenado por violência doméstica.
- Uma candidata, a quem reconheço simpatia, não fosse por ver uma mulher com coragem para disputar um lugar num círculo dominante pelos homens. Mas sem experiência autárquica, a que não tivesse sido nas eleições de 2021 candidata pelo Chega à Câmara Municipal.
Só vejo uma candidatura coerente, com bases e valores sólidos e com uma visão e projeto ambiciosos para Real, centrado na proximidade às pessoas, no serviço público aos cidadãos, e no compromisso com a recuperação da identidade local.
Este é o momento da mudança em que os Realenses procuram um Presidente de Junta que esteja disponível para ouvir e dialogar, transparente e isento, tratando os processos com rigor, sem intromissão de interesses particulares, capaz de atrair projetos e investimentos, defendendo iniciativas que respeitem a história local e promovam qualidade de vida, proativo e estratégico, pensando em soluções de curto e longo prazo, sustentáveis em termos económicos, financeiros sociais e ambientais.
A única candidatura com um projeto coletivo, uma equipa diversificada, competente e preparada para trabalhar em conjunto. Reunindo pessoas com muita experiência no associativismo, trabalho comunitário e experiência política, que se comprometem a integrar os contributos recolhidos junto da população e a transformar essas preocupações em respostas concretas, é a candidatura do Sérgio Gomes, da Iniciativa Liberal.
Por isso, no dia 12 de outubro, lanço-vos o desafio de esquecer os partidos e escolherem as pessoas, para dar a Real a mudança e renovação que a freguesia, deseja, merece e necessita.
Rui Milhão
Ex-Candidato do PSD à Junta de Freguesias de Real
Membro da AF de Real durante 16 anos


